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Após 2 anos, cidade que perdeu cemitério na maior enchente do RS ganha terreno doado por aposentada e identifica sepulturas
Após 2 anos, cidade que perdeu cemitério na maior enchente do RS ganha terreno doado por aposentada e identifica sepulturas (Foto: Reprodução)

Cidade que perdeu cemitério na enchente do RS ganha terreno doado por moradora As marcas da enchente histórica de 2024 ainda estão presentes em Muçum, no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul. Sem cemitério desde a destruição causada pela água, o município começa agora a reconstruir o espaço, mais de dois anos depois da tragédia. A Região do Vale do Taquari foi uma das primeiras a ser atingida pelas cheias do Rio Taquari entre o fim de abril e o mês de maio de 2024. Muçum foi o segundo município com mais domicílios atingidos no estado, tendo 66,3% da população afetada, segundo o Mapa Único do Plano Rio Grande (MUP). 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Desde então, famílias têm precisado buscar outras cidades para realizar sepultamentos. Além disso, muitos moradores ficaram sem um local para visitar os túmulos de parentes, levados ou destruídos pela força da enchente. Cemitério em Muçum, cidade atingida por enchente de 2024 no RS Reprodução/ RBS TV Um dos principais obstáculos para a obra foi encontrar um terreno que tivesse licença ambiental e não corresse risco de ser atingido por novas inundações. A solução veio com a doação de uma área feita por uma moradora da cidade. "Eu tô muito feliz por ter doado aqui, feliz mesmo. Doei de coração. Se fosse hoje, eu doaria de novo", diz a aposentada Lorena Maria Zanetti. Para viabilizar a mudança de endereço, a prefeitura começou um trabalho de identificação das sepulturas do antigo cemitério. Moradora de Muçum doa terreno para construção de novo cemitério na cidade após destruição em enchente de 2024 Reprodução/ RBS TV O levantamento inclui o contato com familiares para reconhecer tumbas, capelas e gavetas. "Nós vamos ter que fazer o levantamento de como era para identificar todas as capelas, todas as gavetas, chamar a população para identificar todos", explica o secretário de Planejamento, Wagner Capitânio. Quem presenciou o cenário logo após a inundação não esquece o que viu: "Igual ao chegar em um filme de terror. A gente foi juntando o que deu, quem a gente sabia quem era, a gente comunicou os familiares”, relembra o coveiro Alcides Liberato Pereira. Depois da desativação, a área onde funcionava o cemitério deve ser transformada em um parque. O local guarda parte da história da cidade, com túmulos que têm mais de cem anos e resistiram à enchente. Corpos que foram retirados dos caixões durante a catástrofe e não puderam ser identificados foram encaminhados a um ossário, que também será transferido para o novo espaço. Cemitério em Muçum foi atingido por enchente de 2024 no RS Reprodução/ RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS